Compliance na saúde: entenda a importância e como implementar um programa efetivo de integridade

Compliance na saúde: entenda a importância e como implementar um programa efetivo de integridade

compliance na saúde

O compliance na saúde torna-se fundamental quando pensamos em aumentar a credibilidade e a reputação corporativa das empresas que atuam nesse setor.

A implementação de programas de integridade em organizações do setor saúde, na realidade, garante não apenas a conformidade legal, como também e, principalmente, a observância às melhores práticas do mercado.

Não é por outra razão, aliás, que a cada dia vem surgindo novas regulamentações acerca do compliance na saúde, como por exemplo, a Resolução Normativa – RN n. 443/2019 da Agência Nacional de Saúde, que dispõe sobre a adoção de práticas mínimas de governança corporativa, com ênfase em controles internos e gestão de riscos.

A tendência, nesse sentido, é aumentar cada vez mais o controle de processos e a exigência de compliance na saúde, especialmente, em razão do grande número de escândalos de corrupção ocorridos nessa área, em razão da COVID-19 

Confira abaixo nossas dicas sobre compliance na saúde.

Mas, afinal, o que é compliance?

Compliance é muito mais do que estar, simplesmente, em conformidade com algo. Ele representa, na verdade, um conjunto de mecanismos destinados ao cumprimento de normas, políticas e diretrizes estabelecidas para o bom desempenho das atividades da organização. É, antes de mais nada, o compromisso corporativo em promover a transformação cultural, por meio da adoção de condutas comprometidas com a ética empresarial. 

Para que serve o compliance?

Entre outros objetivos, o compliance visa melhorar a reputação corporativa da organização, transmitir ao mercado uma imagem empresarial mais sólida, transparente e socialmente responsável, proporcionar o adequado tratamento aos riscos de integridade, reduzir as perdas de receitas operacionais, fortalecer o sistema de controles internos, ampliar as oportunidades de novos negócios, atrair novos investidores, proporcionar mais vantagem competitiva, facilitar as operações de fusões e aquisições e atender às disposições legais, normativas e contratuais.

Por que falar de compliance na saúde?

De acordo com um estudo realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar – IESS, apenas em 2016, as fraudes envolvendo hospitais e operadoras de plano de saúde chegaram ao patamar de R$ 28 bilhões. Por ano, aliás, estima-se que, ao menos, R$ 14,5 bilhões sejam desviados no setor da saúde, o equivale a 2,3% de tudo o que é destinado a essa área no Brasil, por meio de recursos públicos.

Engana-se, contudo, quem acredita que esses tipos de desvios e fraudes ocorrem apenas na relação público-privado. Na verdade, grande parte desses malfeitos se dá, também, entre particulares, o que, por óbvio, acende um grande sinal de alerta para as organizações do setor de saúde. É, justamente, portanto, sob esse contexto, que devemos falar em compliance na saúde.

Como implementar um programa de compliance na saúde?

Programas de Integridade ou de Compliance na Saúde não são, verdadeiramente, uma novidade no meio empresarial. Eles já permeiam as organizações há, pelo menos, mais de trinta anos. O que há de novo, na realidade, é o nível de reputação corporativa exigido pelos stakeholders. Por certo, se até bem pouco tempo atrás, tolerava-se a prática de algumas práticas empresariais, atualmente, diminuiu-se, consideravelmente, o nível de aceitação social.

A partir desse contexto, resta uma dúvida de ordem mais prática: como implementar um programa efetivo de compliance na saúde? A resposta não é simples, mas passa, resumidamente, por 9 passos.

1. Comprometimento da Alta Administração 

2. Gestão de Riscos

3. Políticas de Compliance e Código de Conduta

4. Controles Internos

5. Canal de Denúncias

6. Investigações Internas

7. Due Diligence

8. Comunicação e Treinamento

9. Monitoramento e Auditoria

O comprometimento da Alta Administração reflete a liderança pelo exemplo ou, em outras palavras, o tone from the top. Por meio da gestão de riscos, mapeia-se e se estabelece o tratamento mais adequado dos riscos relacionados à integridade organizacional. As Políticas de Compliance e o Código de Conduta planificam e solidificam a cultura das organizações. Os controles internos auxiliam as empresas no combate à corrupção e aos malfeitos. O canal de denúncia traz maior transparência às organizações. As investigações internas auxiliam na apuração de possíveis desvios. A due diligence melhora o processo de interação dos stakeholders. A comunicação e o treinamento solidificam a cultura de compliance na saúde. Por fim, o monitoramento e a auditoria permitem a melhoria contínua do programa de compliance. 

Quer saber como a GEP Compliance pode te auxiliar?

Como se viu, há inúmeras vantagens em se adotar um programa efetivo de compliance na saúde. Mas é preciso mais! É preciso compromisso, coerência, consistência e continuidade. Compromisso com valores e princípios. Coerência com as atitudes. Consistência com os hábitos. Continuidade com o discurso.

Então, você, já conhecia a importância do compliance na saúde? Quer saber mais? Entre em contato hoje mesmo e confira tudo que podemos fazer por você! 

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Escrito por

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